Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Italva, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana

Homenagem: DESPERTANDO DO SONHO DA VIDA

15 mai 2012, 10h10

DESPERTANDO DO SONHO DA VIDA

(Christiano Abelardo Fagundes Freitas)

Estamos tristes. Deveras tristes! Mas como dizer que "morreu" Sérgio Diniz? Sérgio Diniz está e estará sempre vivo em nossa memória, sobretudo pelo exemplo de retidão, de hombridade.

Sérgio era um homem muito culto, um grande intelectual, uma pessoa amiga!Sempre preocupado com a educação, basta lembrarmo-nos de que Sérgio foi o "fundador" da Universidade Candido Mendes e um dos professores fundadores da UNIVERSO, ambas em Campos.

Nesse momento adverso na política, em que muitos querem fazer da "coisa pública" um bem "particular", Sérgio era exceção! Respeitoso, também, com os eleitores, era ético, tinha uma postura admirável. É lamentável que essa lição não tenha sido assimilada por muitos... Mas essa aula, também, foi muito bem ministrada: o político Sérgio Diniz não comprava votos, não barganhava "voto" com cimento, com tijolos. Essa postura era incompatível com um político que sonhava com um país sério, justo, menos desigual. O meu amigo Sérgio queria abrir janelas, queria ampliar horizontes.

A Academia Campista de Letras também está muito sentida e muito se orgulha de ter tido esse nobre "filho"-imortal, principalmente, pela postura diante da vida.

Falando na Academia, lembro-me de um fragmento textual de autoria do Dr. Elmar Martins, quando da "passagem" do saudoso Álano Barcelos. Peço àquele vênia para transcrever o referido fragmento, mormente, por compartilhar, nesse momento, de sensação idêntica, verbis:

" Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Não, Cecília, não. Ai, palavras, ai palavras, inábeis para transmitir aos outros o que sentimos,perdem força no transitar do coração aos lábios."

Meu professor Sérgio Diniz, muito obrigado pela amizade, pelo convívio fraterno, pelo carinho, pela VERDADEIRA LIÇÃO: "a de que toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas" (Gonzaguinha).

Por derradeiro, valho-me dos seguintes versos do Raul Seixas: " Ninguém morre. As pessoas despertam do sonho da vida".

Christiano Abelardo Fagundes Freitas

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