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CNJ pede que governo do Rio de Janeiro que garanta segurança de fóruns da cidade

07 nov 2013, 15h23

O Conselho Nacional de Justiça encaminhou ao governo do Estado do Rio de Janeiro pedido de providências para que seja garantida a segurança dos magistrados e dos fóruns da cidade principalmente na tomada de depoimentos de testemunhas e criminosos. A decisão de encaminhar o pedido ao governo foi aprovada por unanimidade durante a 178ª Sessão Ordinária que ocorreu na última terça-feira (05/11).

Incidente – A decisão do CNJ teve como causa o incidente ocorrido na última quinta-feira (31/11). De acordo com os fatos, criminosos invadiram o Fórum de Bangu, na zona oeste do RJ, com objetivo de resgatar dois presos que prestavam depoimento no local. A ação foi comandada pelo traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby Doo, que liderava o comércio de drogas no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte. O traficante havia deixado a favela após a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora, no dia 30 de novembro de 2010. Os presos que seriam resgatados são: Alexandre de Melo, o Piolho, e Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate. Com o ato dos criminosos, duas pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas. CNJ – Na sessão do CNJ, os conselheiros prestaram solidariedade à presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Leila Mariano, que classificou os últimos acontecimentos de violência na capital do Estado como sendo um “verdadeiro atentado". Ela afirmou que os fatos ocorreram por falta de segurança pública. "Não é a primeira vez que isso acontece. Esse problema tem se tornado cada vez mais urgente", disse o conselheiro Guilherme Calmon. O conselheiro pediu atenção especial para a segurança dos fóruns, e ponderou, caso contrário, "vamos ter muitos problemas". Calmon defendeu esforço interinstitucional para aumentar a segurança, e evitar também o deslocamento de presos, como por exemplo, a tomada de depoimentos por videoconferência. O conselheiro Gilberto Martins, coordenador do Comitê Gestor da Segurança da Magistratura do CNJ ponderou que o incidente “foi um caso gravíssimo, lamentável". Ele irá se reunir na próxima semana com a presidente do TJ/RJ para tratar do assunto. Fato Notório

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