Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Italva, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana

Dois juizes abolem o uso do terno por advogados

14 jan 2014, 10h09

Fonte: Jornal O Globo

Em um verão de tenperaturas que ultrapassam os 40 graus, o juiz João Batista Dimasceno, titular da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões da capital, adotou a campanha de advogados do Rio e pôs fim à exigência do uso da tradicional dupla terno e gravata dentro da casa. Pesou na decisão a saúde dos profissionais, obrigados a usar a vestimenta sob pena de reprimem da de muitos magistrados ritualistas. Mas, em seu despacho o magistrado foi além: ele aboliu o traje em qualquer época do ano. Em Mangaratiba, a juiz Marcelo Borges Barbosa fez o mesmo na única Vara da cidade desde o dia 9, advogados não têm mais de Ficar empapado de suor ao se deslocarem até fórum. Mas lá a decisão vai somente até 21 de março quando termina o verão. No Rio, Damascemo deu o seguinte argumento para não estabelecer um prazo: "Nada justifica o uso de roupas tão pesadas no âmbito do Poder Judieário. A saúde é um direito de todos e isso deve ser preservado. O traje não atrapalha o funcionamento da Justiça" disse ele em nota à Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio (Caarj), que, com OAB/RJ, iniciou a campanha "Não há nenhum desmerecimento em não usar o termo na audiências na Justiça. É importante que o Judiciário se sensibilize", afirmou o presidente Caarj, Marcelo Oliveira.

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