Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Italva, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana

TV Diário recebe o presidente da Comissão da Verdade do Rio

16 mai 2014, 09h36

­ ­­

Fonte: Jornal O Diário

Entrevistado desta quinta-feira do programa Seus Direitos, da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Campos), exibido pela TV Diário, o presidente da Comissão da Verdade do Rio e do Conselho Federal OAB, Wahid Damous, disse que considera positivo o primeiro ano de atuação da Comissão, criada para investigar violações dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura.

Wadih, que esteve em Campos a convite da 12ª Subseção, onde foi homenageado, afirmou que a morte do coronel Paulo Malhães, torturador e assassino confesso de presos políticos à época da ditadura, é suspeita. "Ele resolveu falar e não podemos descartar nenhuma hipótese, inclusive de crime político. Por isso, consideramos essencial a presença da Polícia Federal nas investigações. Esse crime não pode se tratado como mera ocorrência policial. O país precisa conhecer o seu passado, seja bom ou ruim".

Sobre o aumento da violência no país, ele disse que projeto de segurança pública envolve investimento social, educação, emprego, saneamento básico e uma polícia mais preparada, melhor remunerada. "A política de segurança pública não pode se esgotar em modelo de UPP. Fui informado que policiais de Campos estariam sendo enviados para trabalhar nas UPPs e isso significa prejuízo para a cidade, pois os criminosos migram pra cá".

Wadih falou também sobre a reforma política. Segundo ele, no dia 26 de junho a OAB/Rio promoverá um amplo debate sobre o assunto. "A fonte principal de toda corrupção no país é o sistema eleitoral. Está na hora do Congresso Nacional votar a reforma do sistema eleitoral de forma democrática".

Atentado no Riocentro será julgado

A Justiça Federal aceitou na última terça-feira a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro contra seis pessoas por envolvimento no atentado a bomba no Riocentro, em Jacarepaguá, no dia 30 de abril de 1981, durante a realização de um show para comemorar o Dia do Trabalhador. Com a decisão, pela primeira vez na história uma denúncia criminal relativa ao atentado no Riocentro será processada e irá a julgamento.

A partir da decisão, o coronel reformado Wilson Luiz Chaves Machado, o ex-delegado Claudio Antonio Guerra e os generais reformados Nilton de Albuquerque Cerqueira e Newton Araújo Cruz respondem pelos crimes de homicídio doloso tentado (duplamente qualificado por motivo torpe e uso de explosivo), por associação criminosa armada e transporte de explosivo.

Newton Cruz responde ainda pelo crime de favorecimento pessoal. Já o general reformado Edson Sá responde por associação criminosa armada e o major reformado Divany Carvalho por fraude processual.­

Continue lendo

Notícias relacionadas