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Seminário no fórum abrange mídia e direito na sociedade

27 ago 2014, 09h33

Aconteceu na tarde de segunda-feira (26), no auditório do Fórum Maria Tereza Gusmão de Andrade, em Campos, o seminário “A Mídia e o Direito na Sociedade Contemporânea”, abordando pontos entre veículos de comunicação e judiciário. Juízes, promotor, jornalista, entre outros, formaram as mesas para palestras e debate. O diretor do Fórum, juiz Paulo Assed, disse que o evento visou aproximar a comunidade e o judiciário. A palestra inicial foi da especialista em Processo Civil e Direito Constitucional, Simone Araújo. Ela ressaltou a internet, informando que a origem da fonte do conhecimento faz toda diferença. “Sou a favor da inclusão digital, mas a internet usada inadequadamente pode ser manipulação de massa. Tem que saber separar a fonte. O joio do trigo. Cautela e zelo para separar ilusão de realidade”, disse. A primeira mesa foi formada pela advogada Inessa Rodrigues, promotor Marcelo Lessa e juiz Paulo Maurício Simão, com o tema: “A Influência da Mídia no Universo Penal”. Inessa Rodrigues contou que pesquisas e leituras vêm mostrando que a mídia pode influenciar. Já para Marcelo Lessa, “o show de horrores é a realidade da vida”. Para ele, a mídia presta um enorme favor, deixando claro que o juiz deve ser blindado. Já Paulo Maurício afirmou: “O juiz que julga com a mídia abre mão da independência funcional. O bom juiz criminal é aquele que tem coragem de fazer o que é certo, mesmo quando todos esperam que ele faça o contrário”. Na segunda mesa com o tema “Sociedade e Liberdade de Expressão”, participaram o colaborador do caderno de Domingo da Folha, jornalista Guilherme Belido, a mestre em cognição e linguagem Milena Nunes e o juiz Felipi Pedalino. Ao final, Guilherme Belido explicou a diferença entre mídia e imprensa. “Na internet qualquer informação pode ser passada. Porém a imprensa tem obrigação de ser profissional, de noticiar, contar a história e opinar no interesse público”, ressaltou. Após as conferências, houve debates sobre os temas abordados. Fonte: Jornal Folha da Manhã

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