Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Italva, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana

Entidades reunidas

16 out 2014, 10h09

Membros de entidades representativas de classe reuniram-se nesta quarta-feira na sede da Câmara de Vereadores de Campos e foram unânimes na decisão de elaborar um documento de repúdio à companhia aérea Azul pelo anúncio de transferência dos pousos e decolagens dos voos de Campos e Macaé, que atualmente são feitos no Aeroporto Santos Dumont, para o Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão). A mudança está prevista para acontecer a partir de 14 de novembro. O encontro foi uma iniciativa do vereador Paulo Hirano (PR).

Autoridades voltam a se reunir hoje, às 10h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para elaborar o documento que será encaminhado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) propondo a suspensão da transferência.
Além do presidente da Câmara, Edson Batista, e o vereador Paulo Hirano, participaram também representantes da OAB, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Procon, Lions Clube, Santa Casa de Misericórdia, Sindicato dos Hotéis de Campos e Procuradoria Geral do Município.
Paulo Hirano avaliou que a transferência dos voos do Santos Dumont para o Galeão irá representar grandes prejuízos aos usuários. "Se tornará inviável voar de Campos ao Rio a trabalho. O tempo de deslocamento do Galeão para o Centro da cidade é de, no mínimo, duas três horas. Com o trânsito caótico do Rio de Janeiro isso pode ser ainda pior. Tornasse impossível honrar horários de reuniões se os pousos e decolagens realmente forem transferidos para o Galeão", frisou.
Ele ainda explicou que as companhias aéreas dispõem de slots (autorização para pousos e decolagens) nos aeroportos e que os slots que a Azul vem disponibilizando para os voos de Campos e Macaé no Santos Dumont, a partir de novembro serão destinados aos voos de Vitória (ES).
Para o presidente da 12ª Subseção da OAB/Campos, Carlos Fernando Monteiro, Guru, "a reunião de diversas entidades representativas dá maior legitimidade ao pleito, que é por um bem coletivo".

Fonte: Jornal O Diário

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