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STJ Para ministro, caso Petrobras gera mais 'indignação' que mensalão

23 fev 2015, 09h09

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Fonte: Correio do Estado

O ministro Newton Trisotto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de liberdade do diretor de negó- cios da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, e comparou o esquema de corrupção na Petrobras, investigado na Operação Lava Jato, ao mensalão do PT. A decisão de rejeitar o pedido de habeas corpus foi tomada em 5 de fevereiro, mas foi publicada somente agora no "Diário da Justiça Eletrônico". O ministro afirmou que a prisão era necessária para "manter a ordem pública" e disse que o escândalo de propina na Petrobras causa mais "indignação" que o "famigerado mensalão", esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nos últimos 20 anos, nenhum fato relacionado à corrupção e a improbidade administrativa, nem mesmo o famigerado 'mensalão', causou tanta indignação, tanta repercussão danosa e prejude brasília A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investigará a prática de atos ilícitos e irregulares na Petrobras será instalada na quintafeira (26), às 12h dicial ao meio social quanto esses sob investigação na operação Lava Jato, que a cada dia revela novos escândalos", afirmou. O diretor da Galvão Engenharia está preso desde novembro do ano passado em Curitiba, no Paraná. Em depoimento à Polícia Federal, ele admitiu ter pago propina ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras, conforme informou o advogado Pedro Henrique Xavier, responsável pela defesa do executivo. Segundo relato do criminalista, seu cliente disse aos delegados federais que pagou o suborno sob ameaça do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010. Xavier, no entanto, não detalhou para qual diretoria da petroleira a propina era paga. Ainda de acordo com o advogado, Erton Fonseca afirmou à PF que José Janene, à época líder da bancada do PP, ameaçou que se ele não pagasse a propina, a Galvão Engenharia seria prejudicada em contratos que mantinha com a Petrobras. Janene chegou a ser um dos réus do processo do mensalão do PT no supremo tribunal Federal, mas não chegou a ser condenado porque morreu antes do julgamento.

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