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Advogado Rodrigo Magalhães não resiste a hemorragia e morre em cirurgia

23 mai 2017, 09h59

Quando já estava em fase de conclusão, a cirurgia de emergência a que foi submetido no Prontocardio, o advogado, professor e músico Rodrigo Magalhães não resistiu a uma hemorragia e faleceu. Ele tinha 48 anos e deixa sua esposa, a médica Beatriz, e a filha Alice Magalhães, de 2 anos. Após passar mal de manhã, enquanto dava aula na Universidade Cândido Mendes, um ecocardiograma apontou um aneurisma de grande extensão na artéria aorta, próximo ao coração (aqui). Desde às 19h, ele começou a ser operado pela equipe comandada pelo cirurgião Raphael Barreto. Tudo corria bem (aqui), mas no momento de suturar a prótese instalada na artéria, houve a hemorragia, que os médicos trabalham para tentar conter, sem sucesso.

Comecei a cobrir o caso no início da tarde de ontem (22), tão logo dele soube, informado por meu irmão Christiano Abreu Barbosa. Por telefone, junto a médicos e familiares de Rodrigo, fui passando informações sobre o caso no blog, que gerou grande sensibilização nas redes sociais, pela figura gentil e afável que Magalha, como era chamado pelos amigos, sempre foi em todas as áreas de atuação da sua vida digna e breve. Saí da Folha entre o final da noite e início da madrugada, esperançoso pelos relatos de que sua cirurgia corria bem. Mas, já perto de finalizá-la, ocorreu aquilo que ninguém desejava, contrário aos desejos, orações, trabalho dos médicos e ações anônimas de pessoas que atenderam ao chamamento por doações de sangue no Hemocentro do Hospital Ferreira Machado (HFM).

Como escrevi anteriormente, conhecia Magalha desde a adolescência, nos anos 1980. Vivíamos o auge do BRock, quando ele, ainda garoto e de cabelos compridos, já brilhava como músico nas bandas locais de rock. A partir do convívio numa excursão que saiu de Campos para o primeiro show do ex-Beatle Paul McCartney ao Brasil, no Maracanã, em 1990, nos tornamos amigos. Embora nosso convívio pessoal nos últimos anos tenha se tornado mais espaçado do que, sobretudo agora, desejaria ter sido. E perceber que tantos comungam de lamento parecido, só reforçar a certeza sobre que tipo de pessoa Magalha foi.

Ainda sem hora marcada, seu enterro será no Cemitério do Caju, onde estão sepultados seus pais, Dona Moema Alves Magalhães e Seu Carlos Abdelkader Magalhães. O velório deve ocorrer numa das capelas do cemitério. À família e aos muitos amigos de Magalha, do coração do meu coração, todo o pesar!

Fonte: Jornal Folha da Manhã

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